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Os Vereadores Renan Melo e Magnus Medeiros, da cidade do Alto do Rodrigues, conseguiram uma emenda com o Deputado Estadual Gustavo Fernandes e o apoio do diretor da CDL Eider Medeiros.

A emenda trata-se de instalações de câmaras de monitoramento nas entradas da cidade, na avenida Ângelo Varela e no centro comercial. O projeto apresentado pelos edis conta com uma forte parceria da empresa CDL e SESED, o projeto será executado pelo Coronel Macedo e Secretário Adjunto Coronel Florêncio.
Imagens Ilustrativas retiradas da internet 

Imagens Ilustrativas retiradas da internet 



Programa exibido entre o fim da noite desse domingo(21) e início da madrugada desta segunda-feira(22) teve grande repercussão, e apresentou um pré-candidato seguro quanto as suas convicções, e sem papas na língua.

No conturbado cenário político brasileiro, surge um nome que muitos chamam de aventura irresponsável, outros de solução extrema. Roberto Cabrini acompanha de perto, durante semanas, as andanças do deputado Jair Bolsonaro, Brasil afora. Em três estados e no Distrito Federal, o registro de uma saga.


O programa mostra as opiniões contundentes e o desejo de ser presidente da República de um homem polêmico, adorado e odiado. O telespectador vai conhecer os segredos do capitão, as conquistas e barreiras, os ataques e as defesas. Cabrini faz revelações sobre o homem e questionamentos sobre o político, propondo a ele as mais duras questões.

Brincando (ou não!), o apresentador Silvio Santos “anunciou” na noite desse domingo (21) que irá se candidatar à presidência da República e prometeu que irá fazer “um governo de total felicidade para as pessoas menos favorecidas”.

“Eu não estava mais pensando em política, mas depois que o Luciano Huck se candidatou eu fiquei muito chateado e eu acho que vou me candidatar. Pois eu estou com 86 anos, estou muito mais maduro, tenho agora decisões muito mais adultas e estou convencido que o governo na minha mão seria um governo de total felicidade para as pessoas menos favorecidas”, discursou Silvio.

Ao citar Huck, Silvio referia-se à entrevista concedida pelo apresentador da Globo ao jornal “Folha de S. Paulo”, na qual revelou a vontade de entrar para o mundo político –depois, ele voltou atrás.

“Eu estou pensando seriamente, pois o Luciano Huck está fazendo cócegas na minha consciência. Se o povo poderá votar em Luciano, poderá votar em mim porque eu sou aquele presidente que dirá que os ricos sejam menos ricos e os pobres menos pobres”, sem deixar claro se estava falando sério ou tirando sarro com a atual crise política no Brasil.

Silvio recebeu os humoristas Ênio Vivona, imitador de Lula, e Mila Ribeiro, que imitou Dilma Rousseff, durante o quadro “Jogo das 3 Pistas”. Em um certo momento, Silvio mandou a seguinte pergunta para o humorista caracterizado de Dilma. “É verdade que antes de ser presidente a senhora teve um caso com o Lula?”.

O dono do SBT também ironizou a situação complicada de Luiz Inácio Lula da Silva, réu em vários processos, por suspeita de corrupção e obstrução da Justiça. “Se ele não ver o sol quadrado…, ele pode se candidatar também”, afirmou Silvio.

Silvio tentou ser presidente da República em 1989 e liderou as pesquisas eleitorais, mas teve sua candidatura impugnada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) por problemas de seu registro junto ao (PMB) Partido Municipalista Brasil.

Recentemente, o dono do SBT se reuniu com Michel Temer e, curiosamente, menos de 24 horas depois, passou a veicular chamadas em sua emissora defendendo as Reformas promovidas pelo atual presidente.


UOL

A delação premiada de Joesley Batista ,empresário e dono da JBS, parece que vai atingir quase todas as pessoas da nossa nação de alguma maneira. Quem assistiu o programa do Faustão neste domingo deve ter reparado na ira do apresentador, Fausto Silva por várias vezes cobrou o fim da corrupção e também deu lição moral e cívica.

Até aí tudo bem, todos nós estamos revoltados com o escândalo envolvendo Temer, Aécio, Joesley, Wesley, Lula, Dilma e muito mais políticos. A única coisa que Faustão esqueceu é que um de seus anunciantes é o Banco Original, uma instituição financeira brasileira controlada pela holding J&F, grupo dos empresários Joesley e Wesley Batista.

O apresentador chegou a finalizar suas famosas pegadinhas com: ” Num oferecimento do Banco Original, você assistiu as Cacetadas do Faustão.”. A atitude soa no mínimo muito estranha, como pode cobrar e não dar o exemplo? Fausto Silva devia seguir o exemplo de Tony Ramos que abandonou a barca furada dos irmãos Batista e cancelar de imediato qualquer relação com o grupo. Não adianta cobrar o fim da corrupção se está recebendo dinheiro de um dos maiores corruptores da história do Brasil.

Robson Pires


Mais de 100 milhões de brasileiros conectados ao WhatsApp não conseguem passar um dia sem o aplicativo. Mas o uso excessivo, segundo Fátima Vasconcelos, membro da Associação Brasileira de Psiquiatria, aumenta o risco de ansiedade e até de depressão. O app dá a possibilidade de obter aprovação imediata por meio das mensagens e oferece grande número de estímulos.“Quando não se consegue a aceitação, impacta a autoestima, principalmente em adolescentes.

Nos grupos, fica amplificado o sentimento de rejeição, causa um efeito maior na autoestima e pode levar à depressão,muito comum em jovens”, diz. De acordo com a psicóloga Renata Bento, os estímulos constantes também podem gerar baixa capacidade de concentração. Nos mais novos, este elemento pode levar ao baixo rendimento escolar. Nos adultos, pode prejudicar o desempenho profissional. A hora de dormir também é afetada, afirma ela. “O sono é quando você se desconecta da realidade externa para ficar em contato com sua realidade interna. Se você está conectado com os outros, não tem esse contato consigo mesmo. O app cria uma falsa ideia de se estar com alguém o tempo todo, mas é uma realidade ilusória”, a×rma

Robson Pires




Criança estava sentada no cais quando o animal saiu da água, mordeu sua roupa e a derrubou dentro da água. O caso aconteceu no Canadá


A natureza é uma das coisas mais belas que a humanidade tem, mas também pode ser um tanto perigosa. Turistas que passeavam pelo cais de Steveston Wharf, em Vancouver, no Canadá, registraram uma cena inusitada no local com um leão-marinho. As informações são do Vancouver Sun. 
O leão-marinho foi atraído para perto do cais após turistas jogarem migalhas de pão ao mar. Os presentes filmavam a cena e se divertiam com a presença do mamífero, até que ele mostrou uma atitude pouco dócil.

Uma menina se ajoelha para ver o animal mais de perto e em primeiro momento ele salta em direção à garota, que recua assustada.  Mesmo com a atitude nada convencional do animal, os turistas continuaram a atraí-lo com migalhas de pão. O animal foi ficando cada vez mais próximo do cais sem demostrar medo dos humanos.

A garota, ao perceber a nova aproximação do animal sentou-se na ponta do cais e o leão-marinho puxou sua roupa e a jogou dentro da água.  Um dos familiares da criança, ao ver o "ataque", jogou-se na água e rapidamente retirou a garota e saiu. 

O registro
Michel Fujiwara foi quem registrou as imagens e falou ao Vancouver Sun, jornal local, que não esperava que isso acontecesse. "Eu estava sentado na doca quando o leão-marinho colocou a cabeça para fora da água. Assim que vi, comecei a filmar", disse ele.

A atitude, segundo o turista mostrou-se normal, até que o animal puxou a criança para dentro da água. “A menina e sua família, ao perceber a presença dele, começou a alimentá-lo com migalhas. Acho que ele se sentiu confortável e a puxou”, declarou Fujiwara. A criança não se feriu ao “ataque” do leão-marinho, porém fica o alerta. Não alimentar animais, pois nunca se sabe qual será a reação dele.

ultimosegundo.ig.com.br

Documentos vazados ao jornal 'Guardian' mostram posicionamento da empresa sobre casos de violência.

O Facebook irá oficialmente permitir que os usuários transmitam ao vivo tentativas de automutilação e suicídio porque “não quer censurar ou punir pessoas que já estão em perigo”, de acordo com documentos vazados para o jornal britânico “The Guardian” e publicados na edição deste domingo.

A política foi formulada sob a orientação de especialistas, dizem os arquivos obtidos pelo “Guardian”, e reflete o modo como a empresa de mídia social está tentando lidar com alguns dos conteúdos mais perturbadores do site.

O Facebook disse ao “Guardian” que a preocupação da empresa em relação ao comportamento dos usuários na rede aumentou nos últimos seis meses.

Por exemplo, os moderadores da rede social foram recentemente orientados a “destacar” para os gerentes sêniores qualquer conteúdo relacionado a “13 reasons why”, uma popular série da Netflix que trata do suicídio de uma estudante de ensino médio. Essa orientação se deveu ao fato de a empresa temer que a série inspirasse outras pessoas a imitarem o comportamento da personagem.

Estimativas feitas pelos os moderadores do Facebook mostram que os relatórios de potenciais automutilações no site estão subindo. Um documento elaborado no verão passado diz que os moderadores encontraram 4.531 casos de automutilação em cada duas semanas.

Os números para este ano estimam que haverá 5.016 casos em um período de duas semanas.

Os documentos mostram como o Facebook tentará entrar em contato com agências para ajudar alguém que está tentando — ou ou parece que vai tentar — suicídio.

Uma atualização de política compartilhada com moderadores nos últimos meses explicou a mudança no pensamento. Está escrito no arquivo: “Agora estamos vendo mais conteúdos de vídeo — incluindo suicídios — compartilhados no Facebook. Nós não queremos censurar ou punir pessoas em perigo que estão tentando suicídio. Especialistas nos aconselharam que o que é melhor para a segurança dessas pessoas é deixá-las transmitir isso ao vivo, desde que elas estejam envolvidas com os espectadores”.

“No entanto, por causa do risco de contágio (ou seja, algumas pessoas que veem um suicídio são mais propensas a considerar se suicidarem), o que é melhor para a segurança das pessoas que assistem a esses vídeos é que nós os removamos a partir do momento em que não há mais oportunidade de ajudar a pessoa. Também precisamos considerar o fator notícia, e pode haver momentos particulares ou eventos públicos que fazem parte de uma questão pública mais ampla que justifica não remover o conteúdo”.

Os moderadores receberam instruções de “apagar todos os vídeos que descrevem um suicídio, mesmo quando esses vídeos são compartilhados por alguém que não seja a vítima, com o objetivo de aumentar a conscientização”. A única exceção ocorre se o vídeo for de interesse jornalístico.

Os documentos vazados também orientam os moderadores a ignorarem ameaças de suicídio quando a “intenção é expressa apenas por meio de hashtags ou emoticons” ou quando o método proposto é improvável que seja bem-sucedido. 

Fonte: O Globo


A divulgação de imagens da delação firmada com o Ministério Público Federal (MPF), pelo ex-diretor de relações institucionais da J&F Ricardo Saud mostra que a empresa teria pagou R$ 10 milhões ao governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria (PSD), e ao filho dele, o deputado federal Fábio Faria (PSD) em 2014 em troca do compromisso de privatizar a Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern).

A negociação teria incluído ainda a facilitação da participação da J&F na privatização da estatal. holding que controla a empresa JBS. O relato de Ricardo Saud destacou como a articulação teria sido feita.

“Eles procuraram a gente, nós fizemos um jantar na casa do Joesley. Nós não tínhamos nada no Rio Grande do Norte, mas nós estávamos montando uma empresa de concessão de águas e esgotos. (…) E lá nós falamos com eles que nós temos interesse muito grande desde que você privatize – nós já tínhamos feito um estudo mais ou menos das empresas que estavam quebradas, assim, de companhia de água e esgoto, que a gente poderia comprar, desde que nós participássemos do edital pra facilitar porque senão ninguém concorria com a OAS e com a Odebrecht Ambiental, era impossível isso. Porque o mesmo dinheiro que tomou da gente tomou das outras duas também falando que ia vender a água e esgoto”, disse Ricardo Saud ao MPF.

O executivo diz ainda que, após a eleição, o grupo vai indicar um secretário de estado para “acompanhar tudo de perto”.

Segundo o delator, parte do dinheiro teria sido repassado como doação de campanha diretamente ao PSD, partido de Robinson e Fábio. Uma outra parte teria sido entregue  em “dinheiro vivo” e o restante através de notas fiscais.

Ricardo Saud chegou a detalhar como foi feito o pagamento de R$ 6,1 milhões. O delator disse que foram pagos R$ 1 milhão no dia 3 de outubro de 2014 “carimbado” ao PSD; R$ 1 milhão no dia 17 de outubro de 2014 também ao PSD nacional; R$ 2 milhões em notas fiscais avulsas em 9 de setembro de 2014; R$ 1,2 milhão no dia 22 de agosto de 2014 a um escritório de advocacia; e outros R$ 957.054 foram obtidos em um supermercado em Natal.

Ricardo Saud, destacou que o próprio deputado federal Fábio Faria teria ido buscar o último montante.

Robinson Faria e Fábio Faria emitiram nota informando que conheceram a JBS no período eleitoral e confirmam que receberam “doações da empresa citada, somente durante o período de eleições, oficialmente, legalmente, devidamente registradas na Justiça Eleitoral e sem qualquer contrapartida nem ato de ofício”.
A nota ressalta ainda que Robinson Faria “não pretende e nem irá privatizar a Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern)”.

Jornal de Fato


O ator Tony Ramos se diz “surpreso”, “triste” e “melancólico” com as revelações do envolvimento da JBS com a compra de políticos. Ramos, que é garoto-propaganda de uma das marcas do grupo, a Friboi, garante que “não há mais clima para continuar a fazer filmes para a empresa”. O ator ainda tem um contrato válido com a JBS, que permite à empresa usar sua imagem em fotos e sites, mas que nessa semana vai começar a discutir com seus advogados o rompimento do acordo.

Na outra situação de crise, quando a JBS foi envolvida na Operação Carne Fraca, o ator foi solidário à empresa. Desta vez, com as revelações de que a companhia corrompia políticos, ele achou que foi demais.

Resta saber agora o que Fatima Bernardes, outra garota-propaganda da JBS, vai fazer.

VEJA


No dia 19 de fevereiro, um domingo, às 12 horas, Anselmo Lopes, procurador da República no DF, recebeu uma ligação inesperada. Do outro lado da linha, Francisco de Assis e Silva, diretor jurídico da JBS, comunicou uma decisão que abalaria o país: Joesley e Wesley Batista iriam confessar seus crimes e colaborar com a Justiça.

A conversa durou só 19 minutos e eles agendaram um encontro para o dia seguinte. Na segunda-feira, Lopes e a delegada Rubia Pinheiro, que lideram a Operação Greenfield, da PF, deram uma “aula de delação”: explicaram em detalhes ao advogado, profissional da estrita confiança dos Batista, como funcionaria a colaboração premiada.

Duas semanas depois, Joesley entrou no Palácio do Jaburu dirigindo o próprio carro, com um gravador escondido no bolso, para um encontro com o presidente Michel Temer. Durante 40 minutos, arrancou diálogos constrangedores, que, ao serem revelados, deixaram o mandato de Temer por um fio.

O empresário disse aos investigadores que sua missão era informar o presidente que vinha comprando o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha e do doleiro Lúcio Funaro, ambos presos em Curitiba. Temer nega que tenha concordado com isso.

Segundo pessoas próximas, o empresário gravou o presidente por iniciativa própria, um recurso que causa controvérsia no meio jurídico. Pouco tempo depois, dizem, seu advogado comunicou os procuradores do encontro e do teor da conversa. Joesley, Wesley e cinco executivos assinaram então um pré-acordo de delação com a PGR (Procuradoria-Geral da República).

A partir daí, começariam oficialmente as “ações controladas”, nas quais conversas e mensagens seriam monitoradas para engordar o arsenal dos Batista. O senador Aécio Neves (PSDB) foi outro que caiu na armadilha ao ser flagrado pedindo dinheiro. No total, a delação da JBS envolve 1.829 políticos do país.

SANGUE FRIO
Joesley demonstrou sangue frio ao gravar os políticos. Ele foi o escolhido porque tratava pessoalmente das propinas, com auxílio de um funcionário fiel, Ricardo Saud, também delator.

Ao contrário da Odebrecht, que tinha um departamento de propina, Joesley marcava em planilhas os pagamentos feitos e os benefícios obtidos pela empresa, como crédito de bancos estatais ou aprovação de leis.

Da primeira ligação do advogado da JBS ao procurador Anselmo até a última quinta (18), quando a PF deflagrou a Operação Patmos, baseada na delação dos Batista, se passaram 88 dias. A Odebrecht demorou o dobro para se acertar com o Ministério Público Federal.

Os donos da JBS conduziram a negociação de forma totalmente diferente da empreiteira, até então o caso mais ruidoso da Lava Jato. Em vez de contratar um batalhão de advogados, deixaram quase tudo nas mãos de Silva, que não é criminalista. Na Odebrecht, 78 executivos tornaram-se delatores.

Na JBS, são sete delatores, e um time de apenas dez pessoas coletou provas. Algumas nem sequer imaginavam que haveria delação. Joesley e Wesley redigiram pessoalmente anexos da colaboração com os procuradores e revisaram o acordo linha por linha.

Na noite de quarta (17), quando soube-se que Joesley gravara o presidente da República, funcionários do alto escalão da empresa tentavam, atordoados, entender o que estava acontecendo. Dois executivos disseram que até agora o sentimento é de perplexidade.

A família Batista, no entanto, sempre chamou a atenção pela relação com o poder, que foi fundamental para multiplicar a sua fortuna. Em 2006, o frigorífico JBS já era uma empresa grande, com R$ 4,3 bilhões em receitas –mas ainda uma fração do que se tornaria em apenas uma década.

Graças aos aportes do BNDES para aquisições dentro e fora do país, o faturamento da JBS chegou a R$ 170 bilhões no ano passado. Com o caixa vitaminado pelo frigorífico, os Batista partiram para outros negócios: criaram a Eldorado Celulose, compraram a Vigor e a Alpargatas.

Com medo de ir para cadeia e assistir a ruína do seu império, como aconteceu com Marcelo Odebrecht, Joesley tentava se tornar delator desde dezembro. Mas os procuradores afirmavam que não tinham agenda para se encontrar com o empresário.

A Lava Jato já tinha dois anos quando chegou aos negócios dos Batista. A porta de entrada foi a delação de Fábio Cleto, ex-vice-presidente da Caixa, ligado a Eduardo Cunha, considerado o operador da JBS no Congresso.

À força-tarefa, Cleto contou que, em troca de propina, facilitara empréstimo do FI-FGTS à Eldorado. Nos meses seguintes, o grupo foi alvo de três operações da PF, que apuram irregularidades em empréstimos com recursos públicos e investimentos de fundos de pensão de estatais.

As sedes das empresas foram reviradas, os irmãos tiveram bens bloqueados e acabaram afastados temporariamente dos seus cargos. Joesley se sentiu emparedado e tomou sua decisão.

PLANO
Cinco dias antes de seu advogado informar sua intenção de delatar, Joesley rompeu o silêncio. À Folha disse que estava perplexo com a corrupção que via na TV e que não tinha feito nada de errado. Mas as entrevistas faziam parte do plano. Ele queria sinalizar aos políticos que não cederia, deixando-os à vontade para confessar seus crimes sem saber que estavam sendo gravados.

Na reta final, até o advogado dos Batista se tornou delator. Assis era o interlocutor de um dos procuradores que havia sido subornado para passar informações.

Os sete delatores da JBS pagarão R$ 225 milhões para se livrar das punições, cerca de metade do acertado para os 78 executivos da Odebrecht, conforme uma pessoa a par do assunto. Ainda falta o acordo da empresa, que custou R$ 6,7 bilhões à Odebrecht. Os procuradores querem que a JBS pague R$ 12 bilhões, mas o grupo oferece R$ 1 bilhão.

Pouco antes do escândalo vir à tona, Joesley viajou a Nova York, acompanhado da mulher, Ticiana Villas Boas, com autorização da Justiça. Assistiu ao escândalo pela televisão a salvo de fotos constrangedoras. Se nada mudar, ele vai salvar seu império sem passar um dia na cadeia. A Procuradoria da República e a JBS não comentaram.

FOLHAPRESS



A Justiça Federal em São Paulo negou pedido de liminar do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e determinou que os presentes que ele recebeu de chefes de Estado em visitas oficiais deverão ser incorporados ao patrimônio da União. A decisão, da última quarta-feira (17), é do juiz federal Carlos Alberto Loverra, da 1ª Vara Federal de São Bernardo do Campo (SP).

“Presentes recebidos de chefes de Estado ou de Governo de outros países em visitas oficiais, devem receber o tratamento geral de destinação à União, pois, em tese, ao Brasil foram ofertados e não à pessoa do presidente, ressalvados aqueles objetos de caráter personalíssimo ou consumíveis”, disse o juiz na decisão.

No pedido de liminar, o ex-presidente pretendia a anulação da decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) que determinou a incorporação dos presentes ao patrimônio da União em agosto de 2016. Segundo a Justiça Federal, a defesa de Lula apontou que a decisão do TCU foi tomada fora de prazo, em razão do período de mais de cinco anos entre as ocorrências e a decisão do tribunal.

No entanto, o argumento não foi aceito pelo juiz. “O argumento quanto ao prazo decadencial não deve ser aceito, tendo em vista que a contagem de tempo inicia-se no dia de desligamento do presidente do cargo, o que ocorreu 31 de dezembro de 2011. Como a decisão do TCU foi prolatada em 31 de agosto de 2016, não chegou a completar o prazo legal de cinco anos”.

Agência Brasil


Um grupo de cientistas japoneses descobriu que as células de uma espécie ameaçada de rato são “sexualmente flexíveis”, e podem derivar em qualquer um dos dois sexos apesar de não possuir o cromossomo Y, essencial para que um indivíduo seja macho. Segundo o estudo, publicado nesta sexta-feira na revista Science Advances, a descoberta pode ajudar os pesquisadores a compreender como ocorre a reprodução em indivíduos que tem um modelo de cromossomos diferente do nosso e, mesmo assim, não formam indivíduos hermafroditas.

Esta espécie de roedores, denominada Tokudaia osimensis, vive em ilhas do Japão e se encontra em perigo de extinção na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN, na sigla em inglês) devido à destruição de seu habitat. O que os pesquisadores fizeram foi gerar esperma e óvulos desses ratos e criar embriões, para observar o crescimento do filhote. Além de ajudar a compreender como ocorre o desenvolvimento dos sexos nestes animais, o procedimento utilizado na pesquisa poderia ser realizado em outras espécies em perigo de extinção, tornando possível reduzir o risco de vários animais ameaçados e “contribuir para salvar a biodiversidade”, comentou o pesquisador em biologia do desenvolvimento Arata Honda, da Universidade Miyazaki, no Japão, um dos autores do estudo. “Se temos pequenas partes de tecido ou células de um animal extinto, talvez possamos trazê-lo de volta para futuras pesquisas”, acrescentou.

Ausência do cromossomo Y

Na maioria dos mamíferos, incluindo humanos, o sexo biológico é determinado por uma combinação aleatória entre duas letras – ou melhor, cromossomos sexuais: X e Y. Se alguém herda um X da mãe e um X do pai, vai desenvolver ovários, um útero e uma vagina. Se alguém herdar um X da mãe e, do pai, um Y, vai desenvolver testículos e pênis. Porém, no mundo animal, há exceções raras e misteriosas. O caso dos Tokudaia osimensis é um deles – mesmo sem ter cromossomos Y, nascem como fêmeas ou machos, não hermafroditas.
Para descobrir como funciona a determinação do sexo nesses animais, os cientistas utilizaram uma amostra da cauda de uma exemplar fêmea do rato para gerar células-tronco pluripotentes induzidas (iPSC, na sigla em inglês), que podem dar lugar à maioria dos tecidos. Depois, eles injetaram essas células-tronco em embriões machos de ratos de laboratório e observaram que as células se desenvolveram e sobreviveram como precursores de esperma em machos adultos.

A surpresa, para os cientistas, é que eles nunca foram capazes de gerar espermatozoides maduros a partir de células-tronco femininas, em grande parte porque a produção de espermatozoides normalmente requer o cromossomo Y. Isso, segundo Honda, pode significar que as células do Tokudaia osimensis podem ser modificadas para melhorar o entorno reprodutivo destes ratos.

Ninguém sabe como ou por que, mas em um determinado momento de sua história evolutiva esses animais perderam seu cromossomo Y e, junto com ele, um gene importante para o desenvolvimento anatômico de machos na maioria dos mamíferos, conhecido por Sex-determining Region Y (SRY, na sigla em inglês).  A principal teoria, levantada por estudos anteriores, é que outros genes envolvidos na diferenciação sexual masculina não foram perdidos, e sim transferidos do cromossomo Y para outras partes do genoma dos ratos, incluindo o cromossomo X.

(Com EFE)


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